No meu canto, meu lugar, viajo parado sem me movimentar, me pego automático á digitar, frases e textos que resolvi criar, falar,citar, discutir sobre as coisas, a vida,o ar, no meu canto tudo parece se movimentar,eu vejo o mundo em um único lugar, as vezes pausa para me alimentar, esperando o prato á salivar, no meu canto permaneço, permaneço a rimar, rimo até sobre o bife que ali está á fritar, rimo sobre a vida que tenta me enganar, rimo sobre as rimas que insistem em me acompanhar, rimo até sobre a dor que vive a me castigar.
Castigado pela dor e programado para rimar, as rimas vêm na mente e de repente já estão lá, no meu computador, meu diário, meu lugar, onde escrevo por amor e para me libertar. Escrevo pelos meus leitores que insistem em me acompanhar, escrevo por essa rima que me anima e nunca desafina, e se eu quiser nunca termina, ela não se cansa de expressar, sentimentos e meus versos, e tudo aquilo que na vida expresso para meu ego alimentar. A rima se alimenta da minha mente, que serve de entorpecente para ela se multiplicar, multiplicando ela eu vou, no meu canto aqui estou falando sobre o que for, a minha rima estará lá.













