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sexta-feira, 12 de agosto de 2011

A dor de cada verso...

As vezes uma agonia tão triste me invade, me tira a paz, o sono a luz de meus olhos, não sei se é por me cobrar tanto, não sei se é por ser tão auto-crítico, que as vezes eu me pressiono e me coloco em uma situação desconfortável, as vezes me vejo na obrigação de entender o que ninguém entende, ou de ter palavras bonitas para se falar, eu me sinto obrigação de que meus sentimentos em poesia eu possa transformar.
Olho pro lado não vejo resposta,não consigo explicar aquilo que me sufoca, não consigo parar de me cobrar.
O poeta sofre, sente cada verso,cada estrofe, é um dom tão lindo, mas também tão cruel que as vezes me dá vontade de não escrever mais,não sentir a dor de cada palavra que me fere mais que um tapa,mais que uma bala, me fere por dentro, no peito na alma, eu exponho sentimentos próprios em forma de desabafo ou de lição de vida, mas não sei, não sei se é desabafo ou se é masoquismo, tocar na minha própria ferida, na cicatriz que assim permanece em mim, não cura,só cresce em cada verso que expresso. Mas o pior é que não consigo largar desse vicio de me torturar, não sei se faço isso para me lembrar da dor e evitar de sentir algo igual, faço pra me guiar, faço para servir de espelho tais fatos passados que me fizeram chorar, eu me torturo e desabafo num misto de sensações sem descrição, que mistura a dor da lembrança e a esperança de um futuro melhor, continuarei com meu vicio por mais que cada letra me traga a dor, pois o desabafo e tudo que em minha alma lavo em cada paragrafo de texto que escrevo me faz sentir melhor,me faz sentir humano,real, e essa sensação é incomparável.

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